Os alegados "curandeiros" foram detidos na zona de Catete, e, segundo a Polícia Nacional, tinham como prática a suposta cura de "tala" e rituais satânicos, lesando vários cidadãos.
Conta a PN que os homens, depois de efectuarem os supostos serviços, cobravam às famílias quantias que variavam entre os 400 mil e os 2 milhões de kwanzas.
Quem não tivesse este valor era obrigado a entregar as suas filhas, maiores ou menores de 15 anos, para envolvimento sexual.
"Quem não pagava era agredido e colocado num tanque com água", ou então, chantageavam as famílias para entregarem bens como televisores, arcas, telefones ou outros objectos de valor", disse, o intendente Euler Matari, porta-voz do comando provincial da PN no Icolo e Bengo.
A "tala" (ou erisipela) é uma infecção bacteriana da pele que causa inflamação, inchaço e dor, e é frequentemente confundida com crenças populares. A doença deve ser tratada com antibióticos e higiene, em hospitais, recomenda o Ministério a Saúde, pois a infecção pode evoluir para complicações graves se não for tratada correctamente.
