Os vendedores foram transferidos para o Mercado da Chapada, situado no bairro Marçal, para darem continuidade às suas actividades comerciais.
Segundo a administração municipal do Rangel, o recinto ficará fechado por vários meses, sem que tenha sido avançado um prazo para a conclusão das obras de requalificação, cujo principal objectivo é proporcionar maior dignidade aos vendedores e clientes, através da melhoria da acomodação, das bancadas e da mobilidade no interior do mercado.
Conforme a administração do Rangel, no futuro mercado requalificado serão construídas e reabilitadas casas de banho, bem como reforçadas as condições de conservação dos produtos.
Segundo a administração, estão criadas as condições no Mercado da Chapada para acolher os vendedores.
Mauro José Tomé, entre outros comerciantes, contou ao Novo Jornal que o Mercado da Chapada é pequeno para albergar os milhares de vendedores do dos Congoleses e que alguns aguardam pela indicação de outras praças.
Os comerciantes contam que o processo de transferência, apesar de estar a decorrer normalmente para o Mercado da Chapada, não está a ser transparente.
Os comerciantes declaram que a única informação que têm das autoridades é que o mercado será apenas infraestruturado é que esperam que tal aconteça e que os vendedores que agora deixam o mercado sejam os mesmos que regressarão.
"Neste momento, temos mais incertezas do que certezas sobre a reestruturação do mercado e esperamos que, de facto, o mercado reabra muito brevemente e continue a ser o Mercado dos Congoleses", disse o comerciante Mauro José Tomé.
Entretanto, o Novo Jornal constatou, esta manhã, após percorrer o mercado, que, apesar do encerramento da praça principal do Mercado dos Congoleses, a venda desordenada nas proximidades continua nos mesmos moldes, ou seja, com bancadas à volta e centenas de comerciantes a venderem sob o olhar da fiscalização.
Sobre este assunto, o Novo Jornal procurou ouvir a administração do Mercado dos Congoleses, mas sem sucesso.
