A revisão da Lei Orgânica sobre as Eleições Gerais eliminou a contestada contagem centralizada em Luanda. O poder de apurar e anunciar os resultados foi legalmente transferido para a própria mesa de voto, em que o escrutínio ocorre localmente sob a fiscalização directa de mandatários.

Apesar destas garantias na lei, partidos políticos na oposição continuam a exigir máxima transparência à Comissão Nacional Eleitoral (CNE), defendendo também medidas adicionais, como a transmissão em tempo real das contagens para afastar qualquer suspeita de fraude.

A UNITA, por meio do seu porta-voz, Francisco Falua, justifica a decisão como uma manobra constitucional, lembrando que, no passado, a lei não era suficientemente clara, "facto que permitia ao regime recorrer ao livre arbítrio, autorizando o presidente da CNE a decidir quem deve participar dos actos de apuramento.

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