A convocatória, divulgada a 21 de Outubro de 2026, surge no seio de uma intensa crise e contestação à sua liderança, cujo mandato legal terminou a 30 de Setembro.

O Comité Central da FNLA destituiu Nimi a Simbi da presidência e convocou um congresso extraordinário para 30 a 31 deste mês.

Segundo o Comité Central, o partido pretende ultrapassar o impasse político e organizativo com um congresso marcado para 30 e 31 de Outubro.

A reunião do Comité Central teve como ponto central a análise da situação interna da organização, à luz do acórdão 1134/2026 do Tribunal Constitucional.

Durante os trabalhos, os participantes manifestaram preocupação com o que classificaram como um "estado de estagnação política e organizativa do partido", situação que atribuíram à gestão de Nimi-a-Nsimbi.

Segundo alguns analistas políticos, a decisão de afastar Nimi-a-Nsimbi da presidência representa um novo desenvolvimento na crise interna da FNLA, num contexto em que a legitimidade dos actos dos órgãos do partido e a condução da sua actividade política estão no centro das divergências.

Nimi-a-Nsimbi desvalorizou por completo as decisões do Comité Central. À imprensa, reafirmou a legitimidade da sua convocatória e confirmou que a sua recandidatura à liderança do partido já foi aprovada pela subcomissão de mandatos para o congresso de Novembro.