"A procura de soluções para os problemas do continente deve contribuir para a concretização dos objectivos comuns definidos na Agenda 2063 da União Africana, com particular atenção à paz, à estabilidade e ao desenvolvimento", disse o Chefe de Estado, que discursava na 4ª edição da Bienal de Luanda, Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz e Não Violência.
João lourenço defendeu ser necessário reforçar a governação da água em África, como instrumento de prevenção, mediação e resolução de conflitos, tendo em conta a importância deste recurso para a vida e o desenvolvimento das populações.
O PR afirmou que a Bienal de Luanda se consolidou como uma plataforma multicultural de intercâmbio geracional e de intervenção da mulher em prol da paz e da arquitectura continental de prevenção e resolução pacífica dos conflitos.
Recordou que a Bienal de Luanda se realiza em Angola, de dois em dois anos, desde 2019, para debater os problemas de África, sobretudo os relacionados com a necessidade de promover a tolerância, a concórdia e o entendimento no seio das famílias, das comunidades e das sociedades, de uma maneira geral.
Considerou desafiante o tema da quarta edição da Bienal, por colocar aos participantes a necessidade de identificar formas e meios adequados para a gestão de recursos essenciais à sobrevivência humana e ao desenvolvimento económico e social.
João Lourenço manifestou "profunda satisfação" pela adesão dos convidados ao encontro, facto que, afirmou, demonstra o interesse e a atenção dispensados às questões que constituem preocupação para o continente africano.
A 4ª edição da Bienal de Luanda decorre sob o lema "Reforço da Governação da Água em África como Instrumento de Prevenção, Mediação e Resolução de Conflitos", com o propósito de promover a reflexão e o diálogo sobre a contribuição da gestão da água para a paz e a estabilidade em África.
O evento reúne mais de mil participantes, dos quais 400 delegados, provenientes de 62 países, com o apoio de 80 parceiros e a presença de três chefes de Estado.
A Bienal de Luanda, de acordo com a organização, representa o compromisso de Angola, em parceria com outras organizações promover um espaço africano de diálogo, reflexão e concertação em torno da cultura de paz e da não-violência.
A iniciativa pretende ainda contribuir para o fortalecimento da cultura de paz e para a concretização das prioridades da Agenda 2063 da União Africana.
Durante os dois dias (22 e 23), estão previstos debates e painéis temáticos dedicados aos desafios da governação da água e ao seu papel na promoção da paz, da estabilidade, da cooperação e do desenvolvimento sustentável em África.
Refere ainda a organização que a canção exclusiva, que será oficialmente lançada durante a cerimónia de abertura do evento, celebra a unidade e a paz através das vozes de um elenco de luxo internacional.
Entre os músicos destacam-se Youssou N'Dour (Senegal), Lokua Kanza (RDC), a diva da rumba, Mbilia Bel (RDC) e o angolano Sam Mangwana.
