A plataforma, segundo o presidente do Bloco Democrático (BD), Filomeno Viera Lopes, foi concebida como um mecanismo permanente da sociedade civil, destinado a assegurar "a verdade eleitoral".

De acordo com o líder do BD, contará com as organizações interessadas, estruturando-se através de tarefas gerais comuns e pelouros especializados, e disporá de um "Centro Nacional de Escrutínio da Sociedade Civil", encarregado de recepção, verificação e analise técnica dos dados recolhidos no terreno.

Filomeno Viera Lopes lembrou que, durante a conferência nacional sobre processo eleitoral, realizado no mês passado, em Luanda, foi recomendado o compromisso ético-político, visando prevenir a violência política e eliminar os discursos de odio durante as eleições.

A conferência, segundo o político, recomendou também aos actores políticos a celebrarem e assinarem formalmente, o " pacto de não-agressão e convivência pacifica interpartidária", vinculando todas as estruturas centrais, provinciais e locais dos partidos aos princípios da urbanidade, respeito mútuo e tolerância política.

"A conferência recomendou a abstenção de hostilidades e linguagem incitadora, erradicar o uso de propaganda pejorativa, desqualificações pessoais, difamação e acções de sabotagem de actividades políticas de outras forças concorrentes, promovendo o debate de ideias e de programas de governação", apontou.

Para o líder do BD, a salvaguarda da vontade soberana do povo angolano nas eleições, reside na transparência de cada mesa de voto,

"A disponibilização atempada, autêntica e legível das actas de mesa constitui o garante fundamental da paz, da aceitação pública dos resultados e da legitimidade das instituições democráticas", referiu.

Para Filomeno Viera Lopes, " o registo eleitoral é a porta de acesso à participação democrática".

"Garantir a acessibilidade linguística em todos os BUAP do território nacional é um dever legal, constitucional e ético do Estado, essencial para assegurar que o processo eleitoral de 2027, seja integralmente inclusivo, justo e transparente", considerou.

O Bloco Democrático (BD), o Partido Pacífico Angolano (PPA), o PDP-ANA e o PNSA formam uma plataforma política chamada "Encontro de Unidade para Alternância Democrática em 2027".

Embora actuem de forma conjunta e estratégica para alinhar posições face às eleições gerais de 2027, o formato actual funciona como uma frente ou plataforma de concertação da oposição angolana, e não estritamente como uma coligação partidária formalizada.