A empresa, que reclama uma dívida acima dos 140 mil milhões de kwanzas, reconhece a precariedade no abastecimento de água em vários municípios de Luanda e da recém-criada província do Icolo e Bengo.
Em entrevista, esta segunda-feira, 30, à Rádio Marginal, o conselho de administração da EPAL referiu que tem tido dificuldades na cobrança das dividas dos clientes.
Segundo o conselho de administração, a EPAL não pode fazer cobranças coesivas pelo facto de a água ser um bem essencial para todos, daí ter mais de 80% dos clientes domésticos com dívidas.
Os responsáveis da EPAL dizem não estar a conseguir recuperar 50% dessa dívida que os clientes têm para com a empresa.
À Rádio Marginal, a Empresa Pública de Águas de Luanda assumiu que tem uma dívida de mais de 60 mil milhões kz, sendo que mais de 42 mil milhões são de impostos à Administração Geral Tributária (AGT) e ao Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), sendo o restante a fornecedores.
Entretanto, apesar de existir essa dívida milionária com os seus fornecedores, a EPAL diz que para o tratamento de água que distribui à população tem havido recurso, assegurando que tem sido subvencionada, particularmente pelo Executivo, para a aquisição de produtos químicos para o tratamento da água, visto que "não podem fazer a distribuição de água não tratada".
Apesar das dificuldades financeiras que a empresa atravessa, o conselho de administração da EPAL, na pessoa da sua PCA, Solange Góis, assume que não há atrasos salariais na empresa.
Hermenegildo Banco, administrador executivo da EPAL, assegurou que para o melhoramento do fornecimento de água em Luanda, a EPAL vai construir "nos próximos tempos" quatro novos centros de tratamento e distribuição de água.

