Abbas Araghchi publicou a informação na rede social X perto das 14:00 de hoje, hora de Luanda, e o efeito foi imediato nos mercados internacionais de energia, com o barril de Brent, a referência principal para as ramas exportadas por Angola, a passar de 99 USD para 87 USD em menos de 40 minutos.
Com efeito, às 14:12 o barril de Brent já estava a valer 87 USD com uma descida a pique, e com tendência para continuar a resvalar, embora com menor impetuosidade do que seria de esperar porque a indústria petrolífera e do gás (LNG) dos países do Golfo vai demorar a recuperar devido à destruição a que foi sujeita nas cinco semanas de guerra.
Isto aconteceu assim que o chefe da diplomacia iraniana anunciou a abertura qusse sem restrições da passagem marítima por onde passa 20% do crude e do LNG consumidos diariamente em todo o mundo, embora condicionando esta medida ao tempo de duração do cessar-fogo.
Estas tréguas acordadas entre Washington e Teerão deverão terminar na próxima quarta-feira, 22, data em que se extinguem as duas semanas do cessar-fogo, embora, com esta medida hoje anunciada pelo Irão e o optimismo mostrado pelo Presidente norte-americano sobre um acordo sólido de paz entre os dois países (ver aqui), é provável que este venha a ser prolongado, pelo menos.
Apesar de Abbas Araghchi falar em abertura sem restrições para as embarcações comerciais, o que exclui navios de guerra, o Irão anunciou, via organização marítima que gere os mares do país, a rota precisa que os navios que atravessaram o Estreito de Ormuz devem seguir...
Isto, provavelmente, embora tal não tenha sido avançado em concreto, devido á presença de minas navais na zona de passagem entre o Golfo Pérsico e o Oceano Índico, e onde os EUA também, embora claramente à distância, têm um bloqueio naval desde segunda-feira última e que Donald Trump já disse que é para manter até que tudo esteja clarificado.
Entretanto, num frémito mediático raro, Donald Trump não perdeu tempo, nem os media a divulgá-lo, enviou um agradecimento ao Irão pela abertura sem restrições do Estreito de Ormuz, o que era, recorde-se, uma das duas, a par de desistir de uma arma nuclear, razões para que ainda não exista um acordo sólido e duradouro de paz entre os dois países.
O que promete novidades positivas nas próximas horas porque o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão colou esta decisão de abrir a passagem, correspondendo à exigência nesse sentido de Washington, ao cessar-fogo que entrou em vigor na noite de ontem, segunda-feira, 16, entre o Líbano e Israel.






