Segundo uma nota da CNE, o órgão vai reunir os seus membros com o objectivo ainda de garantir a transparência, segurança e qualidade, bem como definir as características dos demais materiais não sensíveis a serem produzidos pela INDRA.

Do material não sensível para as Eleições Gerais de 2027 constam as cabines, urnas e os dísticos de sinalização das assembleias de voto.

O plenário apreciará igualmente o regulamento das visitas à Casa Museu das Eleições, espaço vocacionado para a preservação da memória do processo eleitoral angolano.

Os membros da Comissão Nacional Eleitoral deverão ainda analisar e validar a proposta do lema das eleições gerais de 2027.

A multinacional de consultoria e tecnologia eleitoral INDRA, apesar de fortemente contestada pela oposição em pleitos anteriores, apresentou recentemente à CNE as amostras dos kits dos materiais não sensíveis e o projecto de material eleitoral que será produzido para as eleições gerais de 2027.

Refira-se que os partidos políticos da oposição contestam a contratação da empresa espanhola INDRA pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE) para gerir as soluções tecnológicas das eleições.

As contestações centram-se na falta de transparência do concurso público, na suspeita de manipulação de resultados e na desconfiança histórica sobre a lisura do processo eleitoral.

Partidos têm vindo a recorrer à justiça, com providências cautelares no Tribunal Constitucional e processos no Tribunal da Relação de Luanda, para tentar travar ou investigar a contratação da tecnológica espanhola.

Alegam que a centralização e a divulgação de dados através da empresa beneficiam o partido no poder (MPLA), levantando dúvidas sobre a independência do processo.