Neste conclave concorrem à presidência do partido Carlito Roberto (filho do fundador Álvaro Holden Roberto), Fernando Pedro Gomes, Daniel António Afonso, KUaku Samuel Kiala e Álvaro Manuel.

No modelo de organização da maioria dos partidos políticos de matriz semelhante (como o MPLA ou a FNLA em Angola), o comité central tem a competência estatutária de convocar e preparar os congressos ordinários e extraordinários.

Segundo os estatutos da FNLA, o comité central actua como o órgão deliberativo máximo do partido no intervalo entre os congressos e cabe formalmente a este órgão colegial aprovar a convocatória, definir a agenda e fixar a data e o local onde o congresso se realizará.

Os opositores alegam que após o acórdão 1134/2026 do Tribunal Constitucional, que obriga ao "cumprimento rigoroso" dos estatutos, Nimi-a-Nsimbi insiste em violar as normas, desafiando o TC.

"Nimi-a.Nsimbi continua a desafiar o Tribunal Constitucional. Até à presente data, não aceitou realizar uma reunião do comité central para decidirmos sobre o congresso", disse ao Novo Jornal o membro do comité central, Ndonda Nzinga.

Segundo o político, o comité central da FNLA destituiu Nimi- a Nsimbi da presidência do partido, convocando o congresso para os dias 30 a 31 deste mês.

Apercebendo-se do movimento dos opositores, Nimi- a-Nsimbi, convocou oficialmente o 6º congresso ordinário do partido para os dias 25, 26 e 27 de Novembro de 2026, em Luanda.

Segundo alguns analistas políticos, a decisão de afastar Nimi-a-Simbi da presidência representa um novo desenvolvimento na crise interna da FNLA, num contexto em que a legitimidade dos actos dos órgãos do partido e a condução da sua actividade política estão no centro das divergências.

O Novo Jornal apurou que o impasse jurídico e político poderá exigir a intervenção do Tribunal Constitucional para definir a legitimidade da representação partidária.