Durante a instrução contraditória, o tribunal ouviu, no período da manhã, apenas os declarantes arrolados sobre o pagamento dos milhões ao consulado.
Cecília Baptista, cônsul-geral de Angola em Lisboa, confirmou ter recebido de Angola o pagamento dos milhões para a aquisição do imóvel que serviria de consulado.
Marcos Barrica, então embaixador de Angola em Portugal, afirmou que desfez o contrato por ter tomado conhecimento apenas posteriormente de que este já estava pago, uma vez que não assinou qualquer ordem de pagamento.
Segundo o antigo embaixador, o certo seria que estivesse por dentro das negociações, pois o propósito era a aquisição de um imóvel para a representação diplomática.
A acusação diz que o imóvel adquirido pelo Estado angolano foi posteriormente vendido a um terceiro.
Tanto Georges Chikoti como Bartolomeu Dias ainda não foram ouvidos pelo juiz, nesta fase de instrução, que se limita à recolha dos depoimentos dos declarantes.
O Ministério Público acusa o antigo chefe da diplomacia angolana do crime de peculato e o empresário Bartolomeu Dias, proprietário do Grupo Bartolomeu Dias, do crime de burla.
