Os funcionários queixam-se da política de baixos salários da EFCU-EP e denunciam situações de violência no local de trabalho, exigindo ser "tratados com dignidade pelo Estado".

Os trabalhadores revelaram "injustiças", queixando-se de trabalhar há anos com produtos químicos sem equipamentos de protecção individual.

Quanto ao aumento salarial pretendido, os manifestantes reivindicam um incremento de 70 mil kwanzas, ou seja, que o salário base passe dos actuais 100 mil para 170 mil kwanzas.

Ao Novo Jornal, os funcionários contaram que o protesto foi devidamente comunicado ao Governo Provincial de Luanda (GPL), com a informação sobre o percurso da marcha, mas, a Polícia Nacional interrompeu a manifestação.

Segundo os trabalhadores, o percurso previsto era do Largo da Mutamba ao Largo da Maianga, mas o trajecto foi interrompido pelas autoridades.

Os mais de 1.500 manifestantes, que se encontram em greve desde o dia 10 deste mês, foram obrigados pela Polícia Nacional a recuar até às proximidades do Mercado de São Paulo.

Os visados contam que permanecem concentrados em frente à empresa, nas instalações da TEXTANG II, no município do Cazenga, sem qualquer resposta por parte da entidade patronal.

Entre as várias reclamações está também o constante atraso no pagamento dos salários, que, por vezes, se prolonga por mais de três meses.

Os trabalhadores admitem realizar novas acções de reivindicação, caso a situação não seja resolvida nos próximos meses.

Sobre as reivindicações dos trabalhadores da Empresa Fabril de Calçados e Uniformes, o Novo Jornal tentou contactar a entidade patronal, mas sem sucesso.