A situação tem obrigado centenas de cidadãos a deslocarem-se à sede da Direcção Nacional de Identificação, Registos e Notariado (DNIRN), local onde, segundo os utentes, ainda é possível tratar documentos como o Bilhete de Identidade (BI) e o registo criminal, embora nem sempre.

A constatação é do Novo Jornal, junto de alguns utentes e postos de registo civil, que estão há semanas sem emitir este documento, considerado importante e exigido por várias instituições.

O registo criminal é o documento que serve para certificar a existência ou ausência de antecedentes criminais, e muitos utentes estão a dirigir-se aos postos de registo civil a nível de Luanda para o tratar, em função das oportunidades de emprego.

Nos postos de registo civil do Cazenga, Viana, Prenda, Combatentes, São Paulo e Vila Alice, por exemplo, os utentes queixam-se de estar há três semanas sem conseguirem tratar este documento.

O estranho, contam os cidadãos, é que, apesar das enchentes, alguns postos continuam a emitir o Bilhete de Identidade.

Mauro Garcia, Domingos Figueiredo e César Celestino são alguns dos utentes que procuram tratar este documento e não conseguem. Os cidadãos questionam por que razão não há também falhas no sistema com os BUAP, onde decorre o processo de actualização do registo eleitoral.

Outros temem perder oportunidades de emprego nos concursos públicos existentes em diversos departamentos ministeriais.

"Há quase um mês que não conseguimos tratar o registo criminal e não sabemos os motivos", descreve o cidadão Mauro Garcia, opinião partilhada por outros utentes.

Até ao momento não há qualquer explicação por parte dos serviços de identificação e registo civil, nem do Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos (MINJUSDH), sobre os motivos da não emissão deste documento.