Esta garantia surge numa altura em que a comunidade angolana já é a terceira maior em Portugal e se tornou estrutural para a economia lusa, conforme reportado pelo Novo Jornal em Agosto último.
O secretário de Estado adjunto e do Trabalho português, Adriano Moreira, que se encontra em Angola até sexta-feira, declarou à imprensa, citado pela Lusa, que do lado do Governo desse país ibérico esses emigrantes "terão um contrato de trabalho à espera". Contudo, isso só acontecerá se seguirem a via legal.
"Esta via formal e oficial garante que essa cobertura social irá aparecer desde o momento em que seja necessária", acrescentou, sublinhando que tudo "terá de ser garantido desde a base" com o apoio das instituições que o Governo angolano seleccionar como porta de entrada para a procura de trabalho naquele território europeu.
Por seu turno, a secretária de Estado para a Acção Social, Dina Mayimona, considerou positivo o encontro e realçou a cooperação existente entre o Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher de Angola e o Ministério do Trabalho de Portugal para promover a autonomia económica das famílias e reforçar os processos de inclusão produtiva e social.
Neste diálogo, entre ambos os povos, é imperativo frisar que os cidadãos nacionais residentes em solo português são já mais de 100 mil, dos quais 68% são jovens entre os 20 e os 29 anos, números que contrastam com o cenário de falta de oportunidades e dificuldades de subsistência face à precariedade generalizada e às limitações estruturais existentes nas 21 províncias.
