Yola Araújo foi levada à justiça pelos também cantores Yuri da Cunha e Ary, sob acusação dos crimes de difamação, injúria e calúnia. Os queixosos exigem, como reparação pelos danos morais e patrimoniais, o pagamento de uma indemnização no valor de 250 milhões de kwanzas.
Esta terça-feira, o tribunal vai ouvir o depoimento do queixoso Yuri da Cunha, depois de, na última sessão, a 20 de Outubro, ouvir a também queixosa Ariovalda Eulália Gabriel "Ary".
O processo está relacionado com um áudio amplamente divulgado nas redes sociais, no qual se alega que os dois artistas seriam consumidores de drogas e que a ideia de interpretar o papel da cantora angolana Nany, num filme, seria falsa.
Segundo os queixosos, após a divulgação, nas redes sociais, de declarações atribuídas a Yola Araújo, perderam contratos e vários projectos, incluindo uma mini-série.
A acusação sustenta que Yola Araújo fez declarações sobre a colega de profissão, afirmando que esta tinha emagrecido e transformado o corpo devido ao consumo de drogas, e que teria sido Yuri da Cunha quem a levou ao consumo de droga.
Em tribunal, os queixosos exigem uma indemnização por danos morais e patrimoniais, alegando que, após a divulgação das declarações nas redes sociais, foram prejudicados na sua dignidade, honra e imagem, bem como no seu bem-estar psicológico e financeiro, devido à perda de contratos.
Durante o interrogatório, Yola Araújo negou todas as acusações, afirmando que o áudio divulgado nas redes sociais foi manipulado e editado, embora reconheça que a voz nele ouvida é a sua.
Em tribunal, Yola Araújo reafirmou que apenas comentou o que considerava ser do conhecimento público, nomeadamente que Ary não precisava de emagrecer para interpretar a falecida artista Nani na mini-série.
