Segundo a TAAG, continua a ser mais barato viajar de avião para Cabinda do que de barco, e a maioria dos passageiros utiliza as viagens entre Luanda e Cabinda como rota comercial devido à tarifa praticada pela companhia.
Entretanto, a população de Cabinda continua a queixar-se das dificuldades para conseguir passagens áreas na TAAG.
Muitos passageiros queixam-se de que é quase impossível conseguir um bilhete em Cabinda para uma viagem de emergência para Luanda, para idas a funerais, negócios e outros compromissos profissionais nas agências oficiais, mas dizem conseguir com facilidade estas passagens a preços exorbitantes nos canais não oficiais.
Nelson de Oliveira, presidente da comissão executiva da TAAG, disse recentemente aos jornalistas que não existem voos vazios na rota Cabinda/Luanda nem falta de bilhetes.
Segundo a TAAG, os destinos domésticos representam grande parte dos prejuízos financeiros da companhia, mas a rota de Cabinda é actualmente a que apresenta a maior taxa de ocupação entre os voos da empresa.
Actualmente, diz a TAAG, são transportados na rota Luanda-Cabinda mais de 600 passageiros e há dias em que a companhia transporta mais 1.000 pessoas.
Conforme Nelson de Oliveira, a rota de Cabinda tem uma taxa de ocupação de 99% e é a maior da TAAG, pelo facto de os bilhetes custarem 28.000 kz.
Segundo o presidente da comissão executiva da TAAG, a companhia tem estado empenhada em melhorar a qualidade da rota Luanda-Cabinda.
Clóvis Rosa, PCA da TAAG, reconhece que os passageiros continuam a exigir mais da TAAG, e diz que têm toda a razão em fazê-lo.
Segundo o mais alto responsável da TAAG, os passageiros esperam regularidade, previsibilidade, confiança e qualidade de serviço.
"É precisamente por isso que a recuperação gradual da confiança dos passageiros constitui hoje uma das prioridades centrais da companhia. Estamos a trabalhar para melhorar progressivamente a regularidade dos voos, a disponibilidade técnica da frota, a previsibilidade operacional e a experiência global do cliente", explicou o PCA.
O PCA concluiu que 2025 foi um ano de reorganização e preparação estrutural da companhia, esperando que 2026 "seja um ano de viragem, disciplina operacional, rigor e de transformação da TAAG".
