O Governo de Angola e o Sindicato Nacional dos Professores (SINPROF) obtiveram um consenso na última quarta-feira, 23 abrindo caminho para o retorno das aulas na próxima segunda-feira, 28, em todo o país.
Segundo apurou o Novo Jornal, a suspensão formal da greve e a confirmação do regresso definitivo às salas de aula na próxima semana dependem da aprovação dos docentes na assembleia que vai ter lugar na sexta-feira, 25.
Após uma reunião que durou cerca de seis horas no Ministério da Educação, as partes aproximaram posições sobre os dois grandes impasses da greve, nomeadamente a progressão e o nivelamento da carreira docente.
O secretário de Estado para o Trabalho e Segurança Social, Pedro Filipe, disse que o acordo foi rubricado durante um encontro negocial entre o Ministério da Educação e o Sindicato Nacional de Professores, que terminou em consenso em mais de 80% do caderno reivindicativo.
"O Governo cumpriu integralmente com os compromissos a que se propôs, com base nos esclarecimentos adicionais prestados ao nosso parceiro, que sai com o compromisso de levantar a greve na segunda-feira", afirmou.
Por sua vez, o secretário-geral do SINPROF, Admar Gimguma, referiu que houve flexibilidade de ambas as partes em relação às matérias fracturantes, pelo que foram encontrados pontos de aproximação.
"Agora, o que vamos fazer é levar esses consensos alcançados ao conhecimento dos trabalhadores, para o consequente levantamento da greve", referiu.
Refira-se que o Executivo angolano anunciou o cumprimento de cerca de 80 por cento dos compromissos assumidos em Janeiro com o Sindicato Nacional dos Professores (SINPROF).
De acordo com os dados oficiais, dos 53.755 agentes de educação previstos para a actualização de carreira, um total de 50.549 candidatos já foram validados.
O Ministério das Finanças assegurou a cabimentação financeira deste processo, estando o cronograma de pagamento dividido em duas fases.
A primeira actualização ocorre em Outubro de 2026 para os funcionários admitidos entre 2017 e 2018, enquanto a segunda fase está agendada para o primeiro trimestre de 2027, cobrindo os profissionais de 2019 e 2020.
Para os candidatos que ficaram de fora por questões de elegibilidade, o Executivo assumiu o compromisso de revisar os processos de 3.206 inscritos e anunciou a realização de um novo concurso interno excepcional, previsto para o segundo trimestre de 2027, visando garantir a integração de todos os profissionais elegíveis.
