Bélgica x Senegal

Percurso das equipas:

Os belgas fecharam o grupo G em alta, com uma goleada por 5-1 diante da Nova Zelândia que confirmou a liderança. Cinco pontos, seis golos marcados e dois sofridos foi o saldo da fase de grupos, onde registaram empates frente ao Egipto (1-1) e ao Irão (0-0).

Por sua vez, o Senegal garantiu o apuramento de forma apertada. A goleada por 5-0 sobre o Iraque relançou as contas dos "Leões de Teranga", que antes tinham perdido diante da Noruega (2-3) e da França (1-3), acabando por avançar como um dos melhores terceiros colocados.

Chaves para a vitória:

As duas selecções possuem um plantel recheado de soluções, tornando este num dos embates mais imprevisíveis desta fase a eliminar.

Kevin De Bruyne é o operador da máquina belga, enquanto Thibaut Courtois surge como a garantia de tranquilidade na baliza e uma das principais referências da equipa.

Do outro lado, Sadio Mané é a voz de comando no relvado: atrai marcações e permite que companheiros como Ismaïla Sarr e Lamine Camara encontrem mais espaço para circular e desequilibrar.

A partida poderá ser definida pela eficácia e pela frieza, já que ambas as selecções apresentam qualidade ofensiva, mas demonstram alguma oscilação no momento da finalização.

Factor-X:

Leandro Trossard e Romelu Lukaku são duas peças que, em momentos decisivos, podem surgir em zonas de finalização e alterar o rumo do jogo.

No Senegal, Pape Gueye e Iliman Ndiaye são futebolistas capazes de inventar espaço onde parece não existir, juntando criatividade e qualidade no remate de média distância.

Estados Unidos x Bósnia e Herzegovina

Percurso das equipas:

Os co-anfitriões terminaram a fase de grupos no primeiro lugar, com seis pontos, oito golos marcados e quatro sofridos. Os Estados Unidos da América (EUA) venceram o Paraguai (4-1) e a Austrália (2-0), contudo fecharam a participação na fase de grupos com uma derrota diante da Turquia (2-3).

Quanto à Bósnia e Herzegovina, garantiu a passagem no terceiro lugar, como um dos melhores terceiros colocados, com quatro pontos, cinco golos marcados e seis sofridos.

Os balcânicos começaram com um empate diante do Canadá (1-1), perderam frente à Suíça (1-4) e fecharam a fase de grupos com uma vitória sobre o Qatar (3-1).

Chaves para a vitória:

Os EUA são uma selecção apoiada pelo público, apresentam um futebol fluido e apoiado, aproveitam as fragilidades dos adversários e contam com dois futebolistas em grande momento: Folarin Balogun e Weston McKennie.

Já os "Dragões" não são propriamente uma formação de vocação ultra-ofensiva, mas apresentam organização e experiência, tendo em Edin Džeko um avançado capaz de transformar qualquer oportunidade numa ameaça.

Este será um duelo em que a equipa capaz de impor a sua filosofia e assumir o controlo do jogo poderá ganhar vantagem, já que uma postura demasiado cautelosa pode empurrar a decisão para os penáltis.

Factor-X:

Christian Pulisic será sempre uma arma preparada para causar desequilíbrios, enquanto Ricardo Pepi é um avançado irreverente, capaz de explorar espaços e aparecer em zonas perigosas quando menos se espera.

Kerim Alajbegović é um talento com capacidade para momentos de inspiração e pode tirar um coelho da cartola.