Pelo menos 160 cidadãos angolanos entraram com um pedido formal de protecção internacional em Portugal, sendo que a maioria esmagadora das solicitações necessitou de intervenção humanitária imediata. Ou seja, cento e dezasseis requerentes foram, efectivamente, encaminhados para os centros e habitações da rede de acolhimento enquanto aguardam pela decisão jurídica sobre os seus processos.
Os indicadores, segundo o mais recente relatório da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), colocam Angola no terceiro lugar da lista de nacionalidades com maior expressão na rede de acolhimento nacional, atrás apenas da Colômbia e da China e à frente da Gâmbia. Conforme o documento, em conjunto, apenas essas quatro nacionalidades concentraram 49% dos requerentes encaminhados para acolhimento.
Em 2025, Portugal recebeu, no geral, mil 765 pedidos de protecção internacional (PPI). Desse universo, novecentos 80 requerentes encontravam-se em situação de carência económica, não dispondo de meios próprios para o asseguramento autonomamente das suas condições básicas de subsistência enquanto aguardavam pela decisão sobre o respectivo pedido.
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