França x Suécia

Percurso das equipas:

A caminhada da França até esta fase confirma os gauleses como um dos principais candidatos ao título. Os comandados de Didier Deschamps somam nove pontos, dez golos marcados e apenas dois sofridos, números que espelham a superioridade demonstrada na fase de grupos.

Por sua vez, a Suécia chega aos dezasseis avos-de-final como um dos melhores terceiros classificados do grupo F, depois de somar quatro pontos, marcar sete golos e sofrer outros sete.

Chaves para a vitória:

Os pupilos de Didier Deschamps (ausente do encontro frente à Noruega devido ao falecimento da mãe) reúnem argumentos para superar qualquer selecção. Sabem quando acelerar, controlar a posse de bola e assumir as rédeas do encontro. Michael Olise, Kylian Mbappé, Désiré Doué, Bradley Barcola e Ousmane Dembélé constituem um arsenal ofensivo capaz de desequilibrar qualquer adversário.

Apesar dos apenas dois golos sofridos, a linha defensiva francesa revelou alguns momentos de vulnerabilidade. Ainda assim, muito desse risco resulta da postura dominante dos gauleses, que empurram frequentemente os adversários para zonas de menor eficácia.

Já a Suécia, quando afina a pontaria, transforma-se numa orquestra sinfónica que raramente falha uma nota. A principal força do conjunto escandinavo reside no trio ofensivo formado por Alexander Isak, Anthony Elanga e Viktor Gyökeres, jogadores com capacidade para decidir encontros a qualquer momento.

Para os suecos seguirem em frente será fundamental inaugurarem o marcador cedo e resistirem à previsível resposta francesa. Se conseguirem cumprir esse plano, aproximam-se da surpresa. Já os gauleses apenas necessitam de manter a eficácia na finalização que têm demonstrado desde o arranque da competição.

Factor-X

Yasin Ayari mostrou, logo na estreia, a capacidade para acelerar o processo criativo da Suécia e poderá voltar a ser uma das principais armas escandinavas. Em sentido inverso, Ousmane Dembélé e Kylian Mbappé procuram prolongar o excelente momento de forma, enquanto Bradley Barcola poderá voltar a assumir um papel decisivo a partir do banco, caso seja chamado.

Equador x México

De um lado, o legado do Império Inca; do outro, a herança das civilizações mesoamericanas. México e Equador levam para o relvado duas histórias distintas, mas unidas por um passado pré-colombiano que continua a marcar a identidade dos seus povos. Agora, o confronto escreve-se com organização, intensidade e qualidade técnica.

Percurso das equipas:

O "El Tri" chega a esta fase a eliminar com vontade de prolongar a senda vitoriosa. Os mexicanos terminaram o grupo A no primeiro lugar, com nove pontos, seis golos marcados e nenhum sofrido.

Por sua vez, o Equador surge moralizado depois de eliminar a Alemanha na última jornada da fase de grupos, provocando um dos maiores choques desta edição do Mundial. Agora, os sul-americanos procuram afastar um dos co-anfitriões da competição.

Chaves para a vitória:

O México tem demonstrado maior eficácia na finalização e essa poderá ser a principal diferença entre as duas selecções.

Se os sul-americanos quiserem avançar para os oitavos terão de melhorar a eficácia na hora de finalizar e evitar desperdiçar as oportunidades criadas, como aconteceu em vários momentos da fase de grupos.

Já os co-anfitriões precisam de manter a eficácia no capítulo ofensivo e conservar a concentração para impedir que a intensidade equatoriana condicione a construção desde trás, frequentemente iniciada com uma linha de três.

Factor-X

Moisés Caicedo parece uma bússola em campo, orientando o jogo em todas as direcções. É o futebolista que sustenta o meio-campo equatoriano.

Julián Quiñones e Raúl Jiménez são dois avançados que dificilmente desperdiçam oportunidades quando surgem em posição de finalização.