No Cuanza-Sul, o secretário provincial do SOJA, Zacarias Ngola, garantiu que os oficiais de justiça vão manter a paralisação até que o Executivo volte à mesa de negociações, sublinhando que a actual greve representa, na perspectiva do sindicato, o levantamento da suspensão da paralisação anterior.

Entre as matérias que continuam no centro da contestação estão a implementação da unificação da comparticipação dos emolumentos, as implicações do subsídio das zonas recônditas e a melhoria e garantia das condições de trabalho dos oficiais de justiça.

De acordo com o líder sindical, o SOJA reclama cumprimento dos pontos do memorando que levaram à suspensão da greve, e que foram discutidas com representantes de diferentes sectores do Executivo, mas que, até ao momento, as soluções esperadas pela classe não foram concretizadas.

Zacarias Ngola citou o Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, o Ministério da Justiça, o IGAI e o Ministério das Finanças como instituições que, segundo afirmou, estiveram envolvidas ou tiveram conhecimento das negociações.

O sindicalista afirma que os oficiais de justiça estão disponíveis para negociar, mas considera que a suspensão da greve só poderá voltar a ser equacionada caso o Governo demonstre disponibilidade para retomar o diálogo e encontrar soluções para as reivindicações.