Nesta segunda-feira, o tribunal dará continuidade aos trabalhos com a conclusão da fase de produção de provas, que poderão incriminar ou determinar a absolvição dos arguidos.
No âmbito da produção de provas, o tribunal ouviu, além dos arguidos, um professor, um sindicalista e seis jornalistas, para além de outras figuras arroladas no processo.
Concluída esta fase, agendada para hoje, o julgamento entrará na fase final, com a apresentação das alegações do Ministério Público e dos advogados de defesa.
Os dois cidadãos russos, Lev Lakshtanov e Igor Ratchin, confirmaram ter mantido encontros privados com figuras políticas do MPLA e da UNITA, o que levou os advogados de defesa a solicitarem, no início do julgamento, que essas personalidades fossem chamadas a depor em tribunal. Contudo, a pretensão não foi aceite.
Entre as figuras que a defesa pretendia ver arroladas constam o presidente da UNITA, Adalberto da Costa Júnior (ACJ), os dirigentes do mesmo partido Paulo Lukamba "Gato" e Nelito Ekuiki, bem como os militantes do MPLA Higino Carneiro e Julião Mateus Paulo "Dino Matrosse".
O tribunal justificou a não inclusão dessas figuras por considerar que os seus depoimentos "não eram necessários" para o apuramento da verdade dos factos, embora tenha assegurado que, caso surgisse essa necessidade, poderia convocá-las.
Os arguidos Igor Rochin Mihailovich e Lev Matvevovich, ambos de nacionalidade russa, bem como os angolanos Amor Carlos Tomé e Oliveira Francisco "Buka", são acusados pelo Ministério Público dos crimes de espionagem, terrorismo, organização terrorista, financiamento ao terrorismo, instigação pública ao crime, associação criminosa, corrupção activa de funcionário, tráfico de influência, falsificação de documentos, introdução ilícita de moeda estrangeira no País, retenção de moeda e burla.















