Na próxima semana têm início ensaios clínicos de dois potenciais medicamentos em Bunia, capital da província de Ituri, a província da RDC mais afectada por este surto de ébola, oficialmente declarado a 15 de Maio nesta província fronteiriça com o Uganda e o Sudão do Sul e epicentro da epidemia.
O surto corresponde à estirpe Bundibugyo, cuja taxa de letalidade varia entre os 30% e os 50% e para a qual não existe vacina ou tratamento específico autorizado, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), que considera o risco de propagação do surto como elevado na África Subsariana e baixo à escala global.
Os medicamentos experimentais contra o ébola - o MBP134 e o antiviral remdesivir, este último desenvolvido por fabricantes nos Estados Unidos e no Egipto, e cujas reservas já chegaram à RDC - são uma lufada de esperança para o combate a este surto que já alastrou às províncias congolesas de Kivu do Norte e Kivu do Sul, mas muitos especialistas consideram provável que a dimensão da epidemia esteja a ser subestimada, uma vez que esta atinge regiões muito remotas e algumas em conflito.
No Uganda, país vizinho da RDC, foram confirmados 20 casos e registadas duas mortes. Na quarta-feira foi assinalado o primeiro caso positivo na Europa, mais precisamente em França, num médico humanitário que regressava de uma missão na RDC.
O surto corresponde à estirpe Bundibugyo, cuja taxa de letalidade varia entre os 30% e os 50% e para a qual não existe vacina ou tratamento específico autorizado, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), que considera o risco de propagação do surto como elevado na África Subsariana e baixo à escala global.
O Governo congolês decretou, na quinta-feira, uma quarentena de 21 dias para todos os que pretendam viajar de zonas afectadas pelo ébola para outras partes do país ou para o estrangeiro.
De acordo com um comunicado, a medida visa reduzir o risco de infecção e permitir um rastreio completo de contactos para identificar indivíduos potencialmente expostos ao vírus.
Esta é já a terceira pior epidemia de ébola da história registada. O pior surto atingiu a África Ocidental entre 2014 e 2016 e fez cerca de 11 mil mortos e 28 mil infectados.
O vírus do ébola transmite-se por contacto directo com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados e causa febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragias internas.
O ébola matou mais de 15 mil pessoas em África nos últimos 50 anos.
