"Não estou a lutar para ser presidente do MPLA, estou a lutar para ajudar os angolanos que enfrentam problemas de vária ordem. Os interesses da Nação estão em primeiro lugar", afirmou esta terça-feira António Venâncio, em conferência de imprensa que serviu para pontualizar a actual situação do 9º congresso ordinário do partido.
O pré-candidato denunciou haver "derrapagens", frisando que a meio do processo de confirmação e instrução, foi "repentinamente" alterada a data da validação dos métodos, antecipando-se esta validação individual.
"Por tudo isto, fomos obrigados a manter com a subcomissão de candidaturas correspondência institucional, bem como com a comissão de disciplina, ética e auditória do partido, para que sejam introduzidas as correcções devidas, a fim de garantir que o processo do 9º congresso ordinário decorra com a maior lisura possível", afirmou, manifestando o anseio de que o tratamento concebido pela direcção do partido seja igualitário e que sejam evitadas todas as formas de tentar avantajar um outro pretendente ao cargo".
De acordo com o pré-candidato, estes procedimentos irregulares já foram notificados aos órgãos internos do partido e aguarda que as correcções sejam feitas, o mais depressa possível para permitir que os militantes em todas as províncias do País sejam esclarecidos.
Para António Venâncio, "à medida que o silêncio se faz sentir, as portas do Tribunal Constitucional vão-se abrindo cada vez mais para atender as reclamações"
"Os nossos trabalhos vão decorrendo nas várias províncias do País, agora com um maior esforço, com mais dificuldades, como é obvio", referiu, sublinhando que o orçamento para cobrir todas as despesas adicionais disparou para mais de 106 milhões de Kwanzas.
Denunciou que a sua equipa, que recolhe subscrições no País, está a ser alvo de ameaças de morte e assegurou que já recorreu às instituições judicias, mas, passados 30 dias, ainda não há resposta.
"Ainda se observam muitos obstáculos e impedimentos de ordem organizativa e até psicológica. Ainda existem receios e medos em subescrever candidaturas. Foi sempre assim em mais de 50 anos e 16 congressos", acrescentou, salientando que este medo faz parte da cultura partidária de alguns militantes.
António Venâncio assinalou que o processo de democratização do País continuaria a correr um "grande perigo", se o MPLA, que governa o País, não fosse capaz de se democratizar internamente.















