Convém recordar que no dia 4 de julho de 1776, treze colónias inglesas da América do Norte, reuniram os seus representantes no Congresso Continental de Filadélfia e deliberaram romper os laços com a potência colonial, a Inglaterra, exarando a "Declaração de Independência ", escrita por Thomas Jefferson.
Fizeram-no por recusarem suportar vários impostos que a potência colonial decidiu aplicar aos cidadãos.
A pesada tributação a que as treze colónias tiveram de passar a liquidar iam desde o imposto de selo, ao açúcar, passando pelo chá para além de verem estabelecidas restrições comerciais e destinavam-se a reforçar as receitas asi indústrias inglesas.
Os principais promotores do movimento independentista inspiraram.se no iluminismo e nos princípios dele decorrentes de defesa da liberdade, da igualdade e da soberania popular.
Em função da declaração da independência a potência colonial reagiu e as colónias que ousaram declarar romper com ela foram confrontadas com uma guerra sangrenta, que durou, até 1783, com milhares de mortos, altura em que pelo Tratado de Paris a Inglaterra aceita reconhecer o direito à independência.
A independência estabeleceu um regime confederal até à Constituição de 1787 que consignou uma República federalista, assente no presidencialismo e na defesa das liberdades fundamentais dos cidadãos e na de comércio.
Os EUA foram a primeira nação independente do continente americano, servindo de inspiração a outros movimentos independentistas, em particular na América Latina.
Cerca de setenta anos após a Constituição o país volta a entrar numa outra guerra, entre 1861 a 1865 , esta civil , porque alguns Estados do Sul, da Confederação declaram romper com os do Norte, da União, e isto porque eram contrários á abolição da escravatura que o presidente Abraham Lincoln defendia.
A guerra civil, mais sangrenta que a da independência acabaria com oitocentos mil mortos e dezenas de milhares de feridos, resultando da vitória dos unionistas, ou seja, dos que defendiam a aprovação da lei anti esclavagista.
Hoje os EUA são constituídos por cinquenta Estados e já não os treze originários pela extensão que fizeram sobretudo para Oeste até ao Pacifico por meio de guerras, anexações e compras que fizeram a outros países como à Espanha, França, México e Rússia.
Os EUA são hoje uma potência hegemónica à escala planetária, com um papel naturalmente incontornável, a partir da segunda guerra mundial na luta contra os países nazi/fascistas do EIXO, Alemanha, Itália e Japão
Após esse conflito passaram a pertencer com mais quatro membros ao Conselho de Segurança da ONU, outros vencedores dessa guerra, China, França, Inglaterra e Rússia, cada um deles com direito de veto.
O mundo que estamos a viver, em gestação para um outro, de contornos indefinidos e muito incertos já não existe mais , inclusive na avaliação generalizada que hoje se faz da natureza do regime presidencial de Donald Trump
Por todas as razões ao invocar aqui e agora a passagem dos 250 anos da independência dos EUA queria saudar o inestimável contributo que em diferentes momentos da sua História deram à humanidade e desde logo no conceito de liberdade na derrota do nazi/ fascismo.
De par com esse feito há o cinema e a literatura de exceção, para além das demais artes, nas diferentes formas de expressão cultural, ainda no desporto, na exploração espacial, na inovação, na ciência e na tecnologia.
Claro que há muitas sombras, mas num dia de aniversário não é no mínimo razoável e cortês falar dessas sombras ,o outro lado dos EUA ,quando a regra é a de dar parabéns à entidade aniversariante e neste caso o aniversário é de um país os EUA.
No mais ,espero, até pela transitoriedade do poder num pais livre como foi vontade dos pais fundadores criarem o regime constitucional vigente nos EUA ,que tudo volte a ser de novo percetível e claro na politica americana, passada que seja esta fase , no mínimo com declarações e ações tão estranhamente contraditórias, proferidas todos os dias pelos seus mais altos responsáveis a começar por Donald Trump.

Mas esta fase é outra história, dos nossos dias e na realidade dificilmente concebível de ser percetível que viesse a ocorrer à data da independência dos EUA e mesmo há escassos anos .