Segundo a comissão sindical da ELISAL, inicialmente esta greve estava agendada para 18 de Janeiro último, mas foi suspensa devido a entendimento com a direcção da ELISAL.

Ao Novo Jornal, Carlos António, secretário para informação da comissão sindical dos trabalhadores da ELISAL, contou que a suspensão da greve foi interrompida porque até agora a direcção da empresa e os trabalhadores não chegaram a nenhum consenso.

Segundo este sindicalista, a direcção da ELISAL alega não ter capacidade de honrar os compromissos e as exigências dos funcionários.

Os trabalhadores contam que a direcção da empresa alega enfrentar dificuldades financeiras, mas tem vindo a recrutar trabalhadores novos, o que os deixa descontentes.

Segundo o sindicato, a gestão da empresa está a revoltar os trabalhadores, que temem dias ainda piores do que os que vivem actualmente.

O secretário para informação da comissão sindical explicou ao Novo Jornal que há muitas injustiças na ELISAL, visto que a direcção tem promovido pessoas novas, sem qualificação, em detrimento dos funcionários qualificados, com vários anos de casa.

O sindicato conta ainda que "há uma enorme disparidade salarial entre os funcionários administrativos e os operários na ELISAL".

Para os funcionários que fazem o trabalho de limpeza pública na província de Luanda, a ELISAL está muito limitada ao dinheiro que recebe do Governo em vez de procurar obter receitas para o melhoramento da empresa.

Segundo o sindicato, é necessário que a empresa faça um ajuste salarial, na ordem dos 50% para os trabalhadores de base e dos 25% para os administrativos.

Ao Novo Jornal, o sindicato lamenta que o diálogo entre os trabalhadores e a empresa não esteja a surtir efeito.

Esta greve será de duas semanas, e vai, caso não haja negociações, até ao dia 18 deste mês.