Segundo os autos, "Man Genas" ofendeu gravemente a honra e o bom nome do Presidente da República, João Lourenço, nas redes sociais, em 2023.
O MP sustenta também que o arguido fez graves acusações contra altas patentes da Polícia Nacional (PN) e das Forças Armadas Angolanas (FAA), acusando-as de estarem ligadas a uma rede de tráfico de drogas.
A acusação refere que "Man Genas" usou termos como "burro", "demónio", "feiticeiro" e "corrupto" para descrever o Presidente da República l, afirmando que o Chefe do Executivo tinha conhecimento do tráfico de drogas no País.
Segundo a acusação, "Man Genas" apelou ainda a grupos criminosos para invadirem a residência do então ministro do Interior, Eugénio Laborinho, bem como as residências de deputados à Assembleia Nacional e de altas patentes das Forças Armadas Angolanas e da Polícia Nacional.
Perante o tribunal, o arguido aceitou parte da acusação e negou a maioria dos factos que lhe são imputados pelo MP.
"Man Genas" foi deportado de Moçambique para Angola e detido pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC), em Fevereiro de 2024, em Luanda.
Segundo as autoridades, quando esteve em Moçambique, "Man Genas" acusou, através das redes sociais, em 2023, altas patentes da Polícia Nacional, do SIC e das FAA de estarem ligadas ao narcotráfico.
Após a sua detenção, o Serviço de Investigação Criminal assegurou ao Novo Jornal que investigou as denúncias feitas pelo arguido nas redes sociais e concluiu que eram infundadas.
Segundo o SIC, tudo quanto "Man Genas" denunciou na internet não foi comprovado.
O Novo Jornal sabe que, neste processo, o antigo ministro do Interior, Eugénio Laborinho, e o então director-adjunto do SIC, Fernando Recheado, estão arrolados como declarantes nos autos.
O julgamento está a ser conduzido pela juíza Mimosa Aragão, tendo como magistrado do Ministério Público Luís Damião.

